quarta-feira, 27 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Ridley Scott: 5 Filmes
domingo, 11 de setembro de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
10 álbuns Favoritos (Anos 70)
Vou começar com a década 70:
É raro o último álbum da banda também ser o melhor. Bastante diversificado, LA WOMAN é uma ode aos blues, que a banda decide resgatar do passado. Tudo soa maravilhosamente perfeito. Quem consegue esquecer Riders On The Storm? The Doors foi uma banda que outrora ouvia bastante, mas ainda hoje continua a ser uma das bandas mais memoráveis da minha vida.
Comprei toda a discografia em cd em um ano, o que já se pode dizer que foi uma verdadeira "febre de Aerosmith". Sempre fiquei dividido entre Toys In Attic e Rocks, mas, olhando para trás, Rocks é decididamente o álbum mais coeso da banda. os Aerosmith agarram-se ao estereótipo rock and roll em toda a sua força, mas sem se tornarem repetitivos. Back In The Saddle é um impressionante furacão em ebulição. A melhor canção do álbum.
Obra prima da banda (e eles fizeram muitas!), IV é um álbum impressionante, onde vigora toda a sua criatividade absoluta. O quarto álbum é, digamos, uma mistura de estilos iniciado nos álbuns anteriores. A épica Stairway to Heaven, assombrosa, capta com veemência toda a sua majestade de uma banda no auge criativo. When the Levee Breaks é outra que impressiona, pelo seu ritmo oriental.
Hotel California tornou a banda famosa e milionária. Decididamente os Eagles tinham abandonado o country de vez, explorando novas fronteiras musicais. O tema título é do conhecimento geral, e só Deus sabe quantas vezes já passou nas rádios, mas há outras pérolas a revistar como o hard rock Victim of Love. New Kid in Town é outra faixa que, apesar de atingir a 1ª posição na Billboard, caiu no esquecimento, mas merece ser redescoberta. Hotel California é um álbum perfeito, esculpido para perdurar, cada música extremamente produzida para ser memorável.
Imagine ganhou fama pela polémica faixa título, mas há mais para além dessa. Não sou grande fã do John Lennon, mas este álbum conseguiu impressionar-me o bastante para inclui-lo entre os 10 favoritos. John Lennon conseguiu aqui experimentar novas musicalidades em temas épicos como I Don't Wanna Be A Soldier Mama, blues em It's So Hard e country no subtil Oh Yoko!. Magistral.
The Wall é excelente, mas The Dark Side Of The Moon é aquele álbum em que o grupo está realmente unido e cada um experimenta e compõe as suas próprias musicas. Este álbum foi um marco na época pelas suas texturas musicais, pelo seu ambiente sinistro e pelas letras que retratavam o Homem na sociedade moderna e a sua ganância. Inesquecível do inicio até ao fim.
Os Deep Purple tornaram-se a banda sonora da minha vida,assim como os Queen ou Led Zeppelin. O primeiro álbum deles foi o In Rock, comprado em 2002, que me impressionou e bastante, mas foi com Machine Head que se tornaram verdadeiramente parte da minha vida. Muita gente tem o hábito de relacionar a banda ao Heavy Metal, mas ouvindo Machine Head ficamos logo na duvida. De facto, existe algo mais que heavy metal aqui, existe o jazz (Lazy), rock progressivo (Pictures Of Home) e o funk (Never Before). Tive a felicidade de adquirir o Machine Head: 25th Anniversary Edition, que conta com uma excelente produção sonora, deliciando-me assim ainda mais com esta pérola dos anos 70.
Os Black Sabbath não eram levados a sérios no inicio, como na altura do lançamento seste álbum, mas nem metade saberiam de que esta banda seria mais do que barulho e rugir, os Black Sabbath seriam a força centralizadora do Heavy Metal, a musica nunca mais seria a mesma. Bons tempos que passei ao som dos Black Sabbath (fase Ozzy Osborne), os riffs pesados e crus de Tony Iommi acompanharam-me em dias de juventude, dias de escola e muito paleio Sabbatico. Ouvindo Iron Man nada seria o mesmo.
domingo, 21 de agosto de 2011
The Ghost Song
The Ghost Song (Jim Morrison, The Doors)
Awake.
Shake dreams from your hair
my pretty child, my sweet one.
Choose the day and choose the sign of your day
the day's divinity
First thing you see.
A vast radiant beach and cooled jeweled moon
Couples naked race down by it's quiet side
And we laugh like soft, mad children
Smug in the wooly cotton brains of infancy
The music and voices are all around us.
Choose they croon the Ancient Ones
the time has come again
choose now, they croon
beneath the moon
beside an ancient lake
Enter again the sweet forest
Enter the hot dream
Come with us
everything is broken up and dances.
Indians scattered,
On dawn's highway bleeding
Ghosts crowd the young child’s,
Fragile eggshell mind
We have assembled inside,
This ancient and insane theater
To propagate our lust for life,
And flee the swarming wisdom of the streets.
The barns have stormed
The windows kept,
And only one of all the rest
To dance and save us
From the divine mockery of words,
Music inflames temperament.
Ooh great creator of being
Grant us one more hour,
To perform our art
And perfect our lives.
We need great golden copulations,
When the true kings murderers
Are allowed to roam free,
A thousand magicians arise in the land
Where are the feast we are promised?
One more thing
Thank you oh lord
For the white blind light
Thank you oh lord
For the white blind light
A city rises from the sea
I had a splitting headache
From which the future's made
Video THE GHOST SONG
Raúl Ruiz (1941-2011)
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Lucian Freud (1922 - 2011)
Auto-retrato, 1985Lucian Freud foi um dos maiores artistas nascidos no século XX — faleceu no dia 20 de Junho, na sua casa de Londres, contava 88 anos.
Manuel Da Fonseca - Seara De Vento (1958)
Seara De Vento, romance lançado em 1958, é uma força de natureza indiscutivelmente impar. Tudo nesse romance se sobressai. O cruel destino da família Palma, a opressão defendida por pequenas oligarquias, entre eles, a GNR e os burgueses abastados. Na pequena e modesta vila nada de bom está para acontecer. A falta de trabalho, o protesto dos trabalhadores, a fome cada vez mais acentuada, principalmente no ceio da família Palma, que não tem outro remédio senão recorrer ao contrabando para terem comida no prato. Mais dura é a razão que sustém a vida, não há pátria, Deus, apenas o ócio e a vida madrasta tão assenta na diáfana poalha da modesta vila. Mais humilhante são os homens pedirem trabalho de casa a casa, quando não vêem outra solução. O desespero ressoa mais alto.
Este romance é fruto do movimento neo – realismo, os textos são simples, directos e os diálogos de uma força brilhante (e não estou a exagerar), curtos e directos, corroídos pela sua dureza. O perfil psicológico das personagens, são descritos de uma forma atilada, não há exagero nenhum, floreados ainda menos. A escrita de Manuel Da Fonseca é uma experiência imediata e realista.
Manuel Da Fonseca nasceu em 1911, no dia 15 de Outubro. Natural de Santiago do Cacém, foi poeta, romancista, cronista e argumentista. Dele há muita obra a descobrir, e com prazer. Cada vez mais as suas palavras fazem falta, mas são poucos os que vão descobrindo os seus livros. Eu tive o orgulho de obter algumas das suas obras, e é com prazer que as leio, a testemunhar o que Manuel Da Fonseca testemunhou. Abrigo-me na realidade, - embora ausente no tempo - para a descobrir uma vez mais.
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sábado, 25 de junho de 2011
Peter Falk (1927-2011)
quinta-feira, 9 de junho de 2011
V. de Thomas Pynchon

V. é a demanda pelo enigma - que aos poucos se resolverá. Verdadeiro marco da literatura pós moderna, V. é um romance revolucionário escrito por Thomas Pynchon. Recebeu o prémio First Novel Award em 1963.
Sobre V. só posso dizer que é um romance incrível, com uma narrativa não linear, que se aproxima do absurdo, até mesmo do niilismo. A obsessão pelo V, como se se tratasse de uma entidade cósmica, ou até mesmo a resposta determinante para a humanidade, é uma demanda incansável. São sessenta anos de delírio, de deambulação, passando por Nova Iorque, Alexandria, por Paris, Malta e Florença.
Se notar, o leitor consegue captar reminiscências de uma escrita da geração Beat, que Pynchon tanto admira. Mas o romance também conta com um estilo próximo de Burroughs.
V. é um romance divertido, que tem Benny Profane como a principal personagem, embora que o escritor aventura-se a criar uma profusão de personagens que podem muito bem ocupar a vitalidade do romance. É intransigente que a peça fundamental, mas caótica, - podemos observar ao longo do romance - é o enigmático V.
Na minha opinião, este é um dos melhores romances que já li, chega quase ao surreal; existe uma estranheza nas suas palavras, na sua história, mas é ai que reside a beleza no mundo literário: nem tudo é o que parece ser.
Thomas Pynchon lançou recentemente o romance - que espero vir a ler-, Vicio Intrínseco. O escritor é adverso a entrevista e raramente mostra a cara ao publico, portanto muito difícil de encontrar o autor para quem pretende autógrafos. Thomas Pynchon já foi referido várias vezes como um possível candidato ao Nobel. Só esperar para ver.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Maurice Garrel (1923 - 2011)
Maurice Garrel faleceu no dia 4 de Junho, em Paris, contava 88 anos. Em diversos momentos da sua carreira trabalhou com os nomes grandes da Nova Vaga, incluindo François Truffaut (La Peau Douce/Angústia, 1963), Claude Chabrol (Nada, 1973) e Jacques Rivette (Merry-Go-Round, 1983). Para além da vasta filmografia, Maurice Garrel entrou em diversas peças de teatro. Actor de grande intensidade e subtileza, são poucos os que conseguiram representar a vida.Recordo-me de assistir pela primeira vez a um filme onde contava com a sua presença,
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Taxi Driver (1976)
O que dizer de Taxi Driver? O meu filme favorito. Aquele que considero o mais genial de Martin Scorsese.
Roberto De Niro volta às ruas depois do impressionante filme MEAN STREETS. Desta vez como veterano da guerra do Vietname e motorista solitário de um táxi. O argumento foi escrito por Paul Schrader e a banda sonora é da autoria de Bernard Herrmann , no seu ultimo trabalho.
Em Táxi Driver não há comunidades, como vimos em Mean Streets. Nova Iorque agora é uma selva urbana, palco dos fora de leis que escondem-se nas sombras da noite. Travis Bickle (Roberto De Niro) sofre de insónias, que melhor remédio senão vaguear de táxi pelas ruas da noite? Martin Scorsese aparece nma ponta, interpretando um marido voyeur e homicida, que se prepara para matar a mulher. Mas a parte central do filme é a personagem isolada de todos, solitário, paranóico estando mesmo à beira da loucura. Nota-se bem o desempenho perfeccionista de Roberto De Niro, no papel. Harvey Keitel também está sublime: proxeneta, que introduz uma adolescente na prostituição de rua (Jodie Foster, com 12 anos).
Na minha opinião a força do filme deve-se verdadeiramente às cores vibrantes, à fotografia brilhante de Michael Chapman e às luzes da cidade, um sinal de que este é um filme de estética neo-noir. Muito das cores alucinantes remetem-me para A Desaparecida, de John Ford, ou até mesmo para a série Miami Vice, que quase dez anos depois explorará esse efeito até à exaustão. Cybill Shepherd interpreta Betsy, uma relações-publica, que desperta um interesse quase doentio em Travis Bickle. Fará de tudo para conquistá-la. O Vietname ainda está desperto na mente de Travis. Vive preso, acorrentado por um mal maior, um espirito destruído que vagueia pela selva, que já não é o Vietname mas sim a cidade de pedra e betão e longos prédios. Travis está decidido a transformar-se num anjo vingador, fazer justiça pelas próprias mãos e purificar a cidade das suas aberrações. Outra missão sua é tirar a prostituta adolescente das ruas, o que faz a todo custo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011
The Tree Of Life: vencedor da Palma De Ouro, na edição do Festival De Cannes.
Espero com grande ansiedade pela obra, que promete assumir uma impressão positiva a este vosso cinéfilo.O filme The Tree Of Life (A Árvore da Vida) venceu a Palma de Ouro na edição deste ano do Festival de Cannes. aqui fica o palmarés completo:
PALMA DE OURO - A ARVORE DA VIDA, de Terrence Malick (EUA)
GRANDE PRÉMIO DO JURI (ex-aequo) - LE GAMIN AU VELO, de Jean-Pierre e Luc Dardenne (Belgica) e ONCE UPON A TIME IN ANATOLIA, de Nuri Bilge Ceylan (Turquia)
REALIZAçÃO - Nicolas Winding Refn, por DRIVE (EUA)
ACTOR - Jean Dujardin em THE ARTIST, de Michel Hazanavicius (Franca)
ACTRIZ - Kirsten Dunst em MELANCHOLIA, de Lars von Trier (Dinamarca)
ARGUMENTO - Joseph Cedar, por FOOTNOTE, de Joseph Cedar (Israel)
PRÉMIO DO JURI - POLISSE, de Maiwenn (Franca)
PALMA DE OURO (curtas-metragens) - CROSS, de Maryna Vroda (Ucrania)
CÂMARA DE OURO (primeiras obras) - LAS ACACIAS, de Pablo Giorgelli (Argentina)
quarta-feira, 18 de maio de 2011
The Tree of Life: Uma obra de Terrence Malick

sexta-feira, 13 de maio de 2011
E a música continua a rolar.
O link do famoso site de criticas musicais, no geral, claro, que aqui apresento sob o meu avatar.
http://rateyourmusic.com/~wildeII
I'm Back
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
Entre Estradas
Manuel Guimarães - A Redescobrir

* NAZARÉ (1952)
* VIDAS SEM RUMO (1956)
* A COSTUREIRINHA DA SÉ (1958)
* O TRIGO E O JOIO (1965)





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