Decidi ter um espaço próprio para os meus trabalhos de fotografia ao invés de ter aqui os mesmos num espaço de opinião e referências.
São fotografias que vou tirando e expondo no blog. Espero que apreciem.
Link: http://photomanifestis.blogspot.com/
segunda-feira, 15 de março de 2010
Festival da Canção
Enfim, assistimos á degradação do Festival RTP da Canção. Pésima qualidade de canlções, um público que parece provir das audiências TVI e como se não bastasse a péssima análise do juriz (não importa qual) que remete ao resultado final.Deixemos de ilusões. O representante nacional vai lá estar apenas para "queimar tempo". Não se trata de saudosismo televisivo, antes pelo contrário, tratasse do grotesco e da péssima intervenção consciente que domina as claques televisivas e parecem estar determinadas a destruir o pouco do património Festival RTP da Canção que ainda nos traz doces lembranças de um passado cheio de uma euforia- não aquela euforia provinciana mas sim interventiva. Faz falta o José Cid e Ary Dos Santos. Quanto ao nosso representante do ano passado, Flor-de-Irís, foi um dos casos musicais mais interessantes e curiosos da ultima década. Merece aplausos, ao contrário da representante de 2010.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Óscares

Estado de Guerra foi o grande vencedor deste ano, com um total de seis Oscares, entre os quais os de Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Argumento Original. Kathryn Bigelow tornou-se assim a primeira mulher a receber um Oscar de Melhor Realização.
Admito que não sou grande fã de filmes de guerra mas antes "Estado de Guerra" que "Avatar".
Christoph Waltz em Sacanas Sem Lei mereceu sem dúvida o prémio de melhor Actor Secundário pela sua magistral actuação no filme. Jeff Bridges também merece aplausos pelo seu desempenho em Crazy Heart (filme do qual lamentavelmente não chegará ás salas portuguesas). Precious merecia um óscar para melhor filme.
El Secreto de Sus Ojos levou um óscar para Melhor Filme Estrangeiro. Foi uma noite sem grandes revelações nem momentos inesperados. Quem sabe se para o ano o programa seja mais "sedutor".
terça-feira, 2 de março de 2010
Goodfellas (Scorsese)

"Goodfellas" não é exactamente um filme típico de gangsters. Não é ficção, não é Godfather ou Scarface: é uma história verídica baseado no livro de Pileggi. Tal como Martin Scorsese adverte desde o início, no filme, "This Is A True Story"- torna-se relevante a veracidade do argumento. Quando muitos pensam que filmes de Gangsters está fora de moda (isso em 1990) Martin Scorsese consegue- e muito bem- abordar o tema. Outros dos pontos altos (e as minhas cenas favoritas) está nos plano- sequência no restaurante e bar (assim como no banho de sangue no final de TAXI DRIVER) e na viagem de Henry por Nova Iorque num estado alucinado, tão bem concatenada- dá-nos a impressão de assistir a um documentário.
O pré-genérico também está muito bem conseguido: Ray Liotta, Robert De Niro e Joe Pesci, de noite, num carro opulento, ouvem um barulho estranho. Param o carro na berma, abrem o porta- bagagem: acção horripilante a seguir á qual a voz "off"de Liotta afirma "ever since I can remember, I always wanted to be a gangster". Depois do genérico recuamos até á infância de Henry. de facto estas cenas são memoráveis e na minha opinião um dos melhores começos num filme.
Tal como Taxi Driver, Godfellas foi o começo do meu interesse pela obra de Scorsese e agora tive prazer de assistir no Cinemateca Lisboa esta obra-prima.
Exile on Main St.+ Versões

Exile on Main St.- um dos álbums obrigatórios para qualquer coleccionador do rock and roll- chega ao mercado em Maio, com edição recheada de inéditos e ainda um documentário: Stones in Exile.
Gravado em condições aterradoras (drogas, desleixo absoluto, material defeituoso, etc...) representa a essência Stones. O ultimo dos clássicos da banda onde inclui clássicos como Rip This Joint, Tumbling Dice, All Down the Line e Shine a Light- totalmente explosivo, rock "speedados" e genial- é um autêntico clássico. Recomenda-se.
Helmut Newton- SUMO (versão "integral")

Uma notícia deveras interessante acaba de chegar:
stá de volta Sumo, o livro de Helmut Newton (1920-2004) que, na edição original, media 50 cm x 70 cm, pesava 35,4 quilos e necessitava de uma base metálica para ser pousado e manuseado. Agora, a editora Taschen assinala os dez anos do aparecimento de Sumo em versão mais ligeira, formato 26,7 cm x 37,4 cm, embora incluindo também uma peça de suporte para a sua leitura — a edição original vendia-se a 10 mil euros; a nova edição custa 99,99 euros.
Apesar do preço, para quem gosta realmente de fotografia e sabe apreciar a obra certamente que não se arrependerá. Helmut Newton foi um fotógrafo que se moveu através de várias áreas na fotografia, criando uma vasta obra criativa sem limites. Participou em museus, revistas, moda e publicidade tornando-se um dos fotógrafos carismásticos do século XX.
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